sexta-feira, 20 de abril de 2012

Nostalgia.

   Se lembra daquelas manhãs que você não queria de jeito nenhum levantar da cama, pensando naquela primeira aula de matemática que iria ter? Mas que mudava de ideia 5 segundos depois por ter medo de perder alguma coisa, que com certeza não estava relacionada com a matéria.
   Você não queria perder momentos, piadas, ou até mesmo as brigas, não queria também perder as pessoas. Eu comecei o terceiro ano querendo que o tempo voasse, que eu começasse logo a faculdade, que me mudasse pra outra cidade com novas pessoas. Que engano.
   A partir do meio do ano, até mesmo antes, já estava batendo aquela saudade, saudade de tudo, mesmo, recreio, conversas durante as aulas, brincadeiras durante as aulas, brigas durante as aulas, até dos preparativos da festa de formatura. Que saudade.
   Mas chegou um momento que ninguém mais se aguentava (passávamos no mínimo 30 horas por semana juntos), qualquer coisa era motivos de briga, conflitos e principalmente (e infelizmente) fofocas! E quaaaaaantas fofocas foram, algumas magoaram muito, outras nos fizeram rir demais, fomos ficando cada vez mais próximo dos nossos próximos e nos afastando dos outros. Que pena.
   A não ser por alguns momentos: Pra colar, pedir salgadinhos e nos churrascos. Como em todos os lugares existem pessoas boas em exatas, humanas e biológicas, nisso nos ajudávamos mesmo, pelo menos até o quarto bimestre onde rolou estresse (que novidade não?).
   Pedir salgadinhos já era clássico, qualquer motivo era motivo de pedir 400 salgadinhos, chegamos a pedir 500 se eu não me engano.. e a gente devorava isso tudo em minutos, quando os meninos voltavam da educação física então.. nossa, não sobrava nada!
   E os churrascos, claro, como esquecer? Já tivemos churrasco sem churrasco. Temos que agradecer e muito a Juliana por oferecer o lugar na (grande) maioria das vezes. Pois se não eu nunca iria ver, o namorado de uma menina dançando e seduzindo ela, não iria ver um menino sem blusa coberto de leite condensado, não veria pessoas levemente alcoolizadas jogando twist (imaginem a cena), não colocariam vodka no meu guaraná, não iriamos ficar com a mangueira ligada gritando “uh to molhadinho”, sem vocês não existiria a dança do “math tavuxco”, sem vocês eu não teria bebido a minha primeira tequila!!!
   Muita sorte pra vocês, e apesar de tudo, de tudo mesmo, eu me diverti demais. E que tudo o que nós (querendo ou não) passamos juntos, não vai voltar, e sempre trará boas lembranças. Sempre me lembrarei de vocês. Que Sorte! 

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